Que as festividades
do fim deste ano não sejam apenas mais algumas desculpas para mais e mais
farras e reuniões entre famílias e amigos, sem um mínimo de reflexão. Que nos
sirvam para que reflitamos sobre nossos excessos: de individualismo, mesmo em
meio às celebrações coletivas; de gula, não como pecado gastronômico, mas como
ostentação gastronômica, sim, e também de outros produtos de consumo; de manutenção
das falsas aparências em família, entre “amigos” e colegas; e, sobretudo, de
nossas expectativas de renovação e mudanças drásticas de vida para o próximo
ano, para que daqui a trezentos e sessenta e cinco dias não venhamos com aquele
discurso frustrado de que foi um ano péssimo e que nada planejado lá atrás deu
certo.
Que nossas
reflexões nos sirvam, mais ainda, para nos propor natais e réveillons solidários
e conscientes em nossas rotinas, todos os dias, renovações constantes em nossas
vidas. Que enxerguemos novas oportunidades a cada novo amanhecer, e Cristos
renascidos nos olhares, corpos, gestos e palavras de cada ser vivo que nos
passam, hoje, ainda, desapercebidos. Que nos proponhamos a aceitar novos
encontros, humildes e corajosos, com nossos semelhantes e nossos diferentes –
por que não? – todos os dias – não só porque é fim de ano e início de um novo,
mas porque é o fim e o início de uma nova era, que você e eu podemos começar a qualquer momento.
Porque merecemos,
todos nós, este clima de festa, acolhimento, carinho e coletividade o ano
inteiro, a vida inteira. Não por caridade, mas por amor sincero, verdadeiro.
Por amor ao mundo, ao próximo, a nós mesmos, à natureza, ao universo. Merecemos
que esta vibração reverbere por todos os cantos do mundo ocidental e, se
possível, do oriental também, pois que ninguém recuse esta energia maravilhosa
e transcendental, que, se canalizada de maneira positiva, pode ter consequências também positivíssimas.
Então desejo a
todos ótimas festas, cheias de reflexões transformadoras, encontros verdadeiros
e maravilhosos, celebrações inesquecíveis, que se façam presentes e ressonantes
durante todo o ano de 2015 e, se possível, durante toda a vida.
Um forte
abraço.
Gabriela
Maria.
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