Este poema carrega em si medo
- de mim mesma
de um elo que começa a se formar
quando se escreve o primeiro verso de amor.
Mas, também, carrega em si coragem
- a coragem dele
de um elo que se fortalece
através de um pedido implícito e suave.
Carrega em si a mágica do encontro culposo
e, ao mesmo tempo,
o encantamento da amizade livre,
do alívio choroso e da risada gozosa.
Carrega em si dois corações batendo calados
gemendo serenamente os limites
da fidelidade às alteridades possíveis
e da lealdade às possibilidades pacientes.
Carrega em si tudo o que foi sacramente consentido
e tudo o que, por desejo, medo e coragem,
será realizado, na certeza de que
um dia, ainda dará certo.
Gabriela Maria
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