sexta-feira, 3 de novembro de 2017

RECONCILIAÇÃO

O jorro oblíquio e dissimulado – o buraco negro da negação – da puta melancólica – ela goza ao contrário, em lágrimas, que aprendeu ela mesma a secar. E, quando chora, se esfrega na cara deles, que, sem condições de resistir a tamanha humanidade, acolhem o convite – que não o é - e choram nela também. Ela não quer que a sequem, nem quer secá-los, tampouco – mas se mistura a eles como num ofício que não aceita recusa. Ela se levanta arrogante e olha em direção ao horizonte de espelhos, estende a mão para aquele que abrirá a porta de liberdade que a fará, ao invés de chorar, acender um cigarro – e, finalmente, com ele, convidado, sorrir. O sorriso maiúsculo do tripúdio, que gargalha sobre a marginalidade, sobre a miserável que um dia ela foi. Sorte a dela reconhecer suas raízes – e saber o caminho de volta – da languidez humana e divinamente doída e deliciosa que ela um dia negou. Quer agora a reconciliação, olhar no espelho e encontrar nela ela mesma e, nos outros, partes moisaicas, necessárias e, finalmente, bem-vindas – de si.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

O PODER DA PALAVRA

A palavra é poderosa porque é ato. É início. Porque é limite. Porque é superação. É transbordamento. A palavra consagra. A palavra evita. A palavra quebra. A palavra repara. Ela fratura. E flui. Ela fissura. E cola. Ela é abismo e abandono – isso, a palavra é sexo. Sexo que se faz nos símbolos; sexo que se faz no corpo – que é palavra – dentro e fora – que é gozo – que é falta. Que é meio sem ser metade. Que é metade sem ser meio. Que é metade e meio sem ser. Palavra maiúscula – GRITA – e a minúscula agora quer sussurrar... complementa o suplementar. Palavra é vínculo com o outro e é vínculo com a solidão. Palavra é escolha. Palavra é destino. Palavra é morte. É desfecho. É transcendência. É entrelinha. Palavra é vezes menos. Palavra é sempre mais.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Olá, pessoas!

Escrevo para dar uma satisfação a quem curtiu a página e a ideia da Psicoterapia por e-mail: hoje eu procurei o CRP para registrar e legalizar a proposta e não pude, porque não é permitido propor psicoterapia via online, apenas orientação e em caráter experimental, para pesquisa. Espero um dia poder colocar esta ideia em prática... Agradeço a você que curtiu a ideia e deu força. Quem sabe um dia?!

Abraços.
Gabriela Maria.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

NÓS E A INTERNET, HOJE

Em tempos pós modernos, o acesso a cultura ficou mais democrático, menos elitizado, pelo menos hoje, em que a internet é um item popular, alcança praticamente quase todas as classes.
Até as escolas já estão fazendo uso dela para educar seus alunos. Nos parece, embora de maneira equivocada, que as crianças estão se desenvolvendo mais rápido, porque já crescem tendo acesso e aprendendo com facilidade a tecnologia que nós, pioneiros, aprendemos com estranheza e certo suor.
Ela media as relações interpessoais e com as coisas, auxiliando inclusive na subjetivação do indivíduo contemporâneo, que torna-se praticamente um refém de suas ferramentas. Quem poderá imaginar um mundo sem internet depois de já ter nascido à sua sombra?
Para quase tudo precisamos dela. Ela está nos chamados hosts - aparelhos eletrônicos com acesso à rede - celulares, computadores, televisores e até geladeiras. Estamos o tempo todo conectados uns aos outros e mesmo assim tão distantes; legitimando a cada conexão, tempos de intensa solidão.
Através da internet é possível compartilhar em massa nossa vida inteira, embora escolhamos apenas os momentos convenientes - nas redes só se vê vencedores, não há lugar para perdedores narrarem sua história, como não há em nenhum outro meio de comunicação.
E a parte medíocre da história de cada um de nós fica abafada na ostra da solidão da vida que somos, porque assim escolhemos - é o preço que pagamos pela vida de aparências a que a internet nos tem convidado.
Então corremos para os downloads, vídeos e mídias gratuitas e pagas, que a própria internet nos proporciona, para taparmos um pouco do buraco que fica. Até quando?
Não que vivamos um tempo de "modos de ser" essencialmente descartáveis. Estamos, sim, reagindo à superestrutura, que nos impõe um ritmo de vida frenético, com estímulos fugazes o tempo todo. E somos também atores ativos nessa dialética, o que torna possível - e plausível - que modifiquemos tudo isso.
O vazio que a pós-modernidade tem deixado em nós, provoca, então, em seus extremos - uma vontade de revolucionar: voltar aos modos mais antigos de se relacionar,  com afetos mais próximos, sem o intermédio de tecnologia; e penso que um dia isso seja possível, já que o homem é tão capaz de se reinventar.
Assim como não acho que o livro virtual vá substituir o livro de papel, as relações virtuais também não vão substituir completamente nossas relações pele-a-pele. Por isso, volto à pergunta, até quando vamos suportar este ritmo em que vivemos hoje?
Só de fazermos esse questionamento, já semeamos aqui o futuro - essa pequena revolução plantada na nostalgia, que já começa a trazer de volta um pouco do passado - aquele em que o toque se fazia tão presente e importante, e que foi, aos poucos, substituído pela tecnologia, quando chegou toda promissora e cheia de boas intenções.
Assim vamos construindo uma cultura mais virtual que privada, porque assim melhor se suporta. E, ao que tudo indica, sob uma assustadora, rápida e cada vez mais vertiginosa ascensão da tecnologia e da ciência, embora fraqueje diante do vazio que provoca em sua infra-estrutura e no vislumbre de uma educação sólida, que desenvolva melhor os valores morais, sociais e pessoais.

quarta-feira, 17 de maio de 2017

SOBRE A MÁGOA E O PERDÃO

A mágoa, se não resolvida a tempo, vai se deslocando, tomando proporções bem maiores do que as de início. Vai criando pequenos ressentimentos em torno daquele primeiro até soterrá-lo e você esquecer que era ela a precursora de todas as outras. E, de repente você já é uma pessoa toda tomada por magoazinhas que o tornaram amargurado, traumatizado, doente.
Daí a importância do processo de perdoar: ao outro e a si mesmo. Descobrir qual é a mágoa-origem de todas as demais. Seja sincero consigo mesmo. Garimpe. Deixe fluir: pergunte-se quais são suas feridas, até chegar à mais visceral, mesmo que pareça a mais boba. Seu coração saberá da resposta, porque, no momento certo, o perdão será trazido à consciência.
Perdoar é um insight: descobrir a mágoa mais profunda e aparentemente banal e, por isso mesmo, trazer à tona o perdão – perceber que não é uma dor tão plausível; desnudá-la, tirar dela suas justificativas que, no calor do momento, pareceram fazer sentido, mas já não fazem. E esse perdão trará à superfície todos os outros que apenas reforçavam a primeira mágoa. E perdoe-se por manter-se por tanto tempo ancorado nessas aflições que você sabe agora tão pequenas, causando sofrimento a si e, quem sabe, a outros.
O perdão cura - o trauma, a amargura, a doença. Portanto, depois de conseguir perdoar, – e perdoar-se – enfim, respire fundo e agradeça. E nunca deixe de conversar consigo, para libertar-se de toda e qualquer angústia. Basta pôr suas defesas abaixo, pelo menos para si mesmo, e deixar a mente fluir. Das suas respostas você é o único dono. E você tem todas elas. Experimente.

terça-feira, 16 de maio de 2017

A VELHICE E SUAS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS

O conceito de Representação Social engloba o conjunto de explicações, crenças e ideias referentes a um dado acontecimento, pessoa ou objeto. Estas representações são consequências da interação social de indivíduos que compartilham das mesmas compreensões sobre determinado tema.
O idoso no Brasil é recente objeto de estudo e de foco na atitude política, já que a população brasileira vem envelhecendo bastante nos últimos anos. Tal fato nos põe a pensar na Representação Social que a velhice tem para nós, hoje, no Brasil, bem como em outras sociedades, através dos tempos.
Na Idade Média, a velhice era privilégio dos nobres, sacerdotes e reis – de quem tinha posses para se manter vivo e sadio até idades longevas. Hoje, embora a longevidade  continue sendo privilégio de classes abastadas, representa reforma, marginalização daquele que não possui mais idade produtiva e, por isso, é colocado de lado para usufruir dos benefícios que acumulou durante a juventude.
Houve épocas em que se valorizava os ensinamentos que os idosos tinham a passar adiante: os chamados anciãos eram considerados a parte mais nobre e sábia da população. Hoje, infantiliza-se equivocadamente o velho, como se ele voltasse mentalmente à infância por depender, por vezes, fisicamente, dos mais jovens, como também uma criança faz.
Qual a necessidade de, como já dito, marginalizar-se a velhice em detrimento da juventude? Seria apenas uma consequência do capitalismo desvalorizar tal faixa etária por ser menos produtiva, – ou fazer-nos acreditar ser ela menos produtiva, se sabedoria e conhecimento também geram produção?
Parece que, inclusive as tentativas de inclusão da velhice e reparo das atitudes preconceituosas só fazem legitimá-las e institucionalizá-la. Qual seria uma atitude realmente eficaz na luta para se valorizar a terceira idade? Assumir de verdade que ela vislumbra sim, o contato mais próximo com a morte, porém, isso não impede que seus atores continuem produzindo tanto quanto todos os outros, de maneiras distintas – até a morte. É a ferida da pós-modernidade, que se deseja eterna.
Ajudar os idosos a encontrarem seu lugar no espaço capitalista, sempre tão disposto a descartar, mas neste caso, tão deficiente e denunciante: o velho é o bode expiatório do capitalismo – aquele que o sistema não pode descartar, pois determina antes seu próprio destino, denunciando a paradoxal fratura: descarta-se antes e o sistema que lide com isso depois. É o problema privado sendo resolvido na esfera pública – a dificuldade do luto fraturando o capital que se nega, mas que, cedo ou tarde terá de lidar com ele. Se puder. Como puder. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Senhor,

Perdão pelas minhas falhas, que não sou perfeita, humana demais, peço vosso auxílio para melhorar a cada dia, comigo mesma e com minhas alteridades. Convosco ao meu lado, sei que posso ser hoje uma pessoa bem melhor do que fui ontem.
Assim, abro a vós, mais uma vez e sempre, as portas da minha vida e ela vos entrego, para que o Senhor entreis e opereis em mim livremente os vossos milagres, como já tens feito há muito tempo, desde que eu me coloquei completamente em vossos braços.
Que, ao perscrutares meu coração, o Senhor só encontreis verdades – que eu não minta jamais para mim, que eu não minta jamais para vós.
Obrigada por tudo que eu tenho. Obrigada por tudo o que sou. Que eu saiba usufruir de tudo o que tenho e sou antes de pedir mais. E, quando eu for pedir mais, aumentai a minha fé – que ela seja suficiente para eu merecer vossa infinita misericórdia.
Que Nossa Senhora passe na frente cobrindo com seu manto sagrado todos os meus passos e abençoando meus caminhos, intercedendo por mim a cada escolha e tomada de decisão, como tem feito desde a minha Consagração. A Ela, minha eterna gratidão.
Abençoem a minha família, minha casa, meu trabalho, minha saúde, os meus amigos, o pão nosso de cada dia. Sou grata e peço que me faça digna de merecer e manter tudo isso em minha vida com fartura e satisfação.
Dai-me paciência, Senhor, para esperar o tempo certo de todas as coisas, que não é o meu tempo – não se pode obrigar uma flor a desabrochar. É preciso esperar e cuidar para que ela floresça em seu próprio tempo. Que eu saiba esperar e cuidar para que quando a hora chegar, eu esteja pronta para acolher o florescer do jardim.
Com toda fé e gratidão,
Amém.

quinta-feira, 4 de maio de 2017

AMOR, FAMÍLIA E LEIS ATRAVÉS DO TEMPO

“É preciso garantir pela lei aquilo que a ideologia da família e do amor não garante na prática?” Ou será que a lei só nutre a vontade de que a quebremos? Será que se não existissem as leis que regem o mínimo de harmonia da nossa sociedade, seriamos mais ou menos bárbaros? Encontraríamos uma maneira de nos autogerir, baseada nos nossos instintos de sobrevivência e convivência? Será que confiamos pouco demais uns nos outros para criarmos tantas leis - a serem desafiadas, e quebradas – antes de cumpridas? A família precisa de leis para ser mantida? Ela precisa ser, sequer, defendida, ou sua estrutura, se vale a pena perdurar, fala por si só? O mesmo sobre o amor: movimenta-se como precisa para não sucumbir – sua história também fala por si. Nós somos mais que seus atores, somos seu singelo palco, onde o espetáculo se projeta e, então, juntos, acontecemos. A dinâmica é dialética e dela não escapamos nem um minuto: atores reféns de uma peça que assim nos leva e nunca para. Quem dirige é o próprio tempo e juntos fazemos a história.

RELACIONAR-SE HOJE

Os relacionamentos de hoje são fugazes. As pessoas tem medo da intimidade que compromete e por isso mesmo baseiam suas relações na virtualidade: colocam seus corpos nas vitrines virtuais – os aplicativos em que se escolhe pela afinidade física, no máximo por pequenas frases em que se expõe algo essencialmente seu. Escolhe-se o parceiro, testa-se e se ele não corresponde às suas expectativas, é simples, deleta-se e rapidamente parte-se pra novas buscas.

É frio, é superficial, mas tamanho vazio é visceral:  nunca estivemos tão solitários. Com tanta carne na vitrine, é difícil escolher, mais difícil ainda ser escolhido sem expectativas avassaladoras, com compromisso para um relacionamento construtivo. O romantismo foi subvertido a amor livre: hoje, prova de amor é compersão.

Não que eu discorde. Nem que eu concorde. Sinceramente, estou ainda perdida em meio à nova ideologia do amor. Procurando meu lugar. Quem tem medo de relacionamento sério? Eu tenho. De relacionamento aberto também. O medo moderno que eu também sinto e confesso é de se relacionar.

Por que tamanha dificuldade de trocar com o outro? Dar e receber na mesma medida, sem que se faça demais um ou outro – sem violentar. Penso que aí entra a Psicologia: ela pode ajudar o indivíduo moderno a se perceber, a encontrar seu lugar nas relações e a aprender a se relacionar sem medos e sem excessos.

Em tempo de mencionar as facilidades que a tecnologia nos proporciona nos dias de hoje: nos aproxima uns dos outros, ainda que de maneira, por vezes, fria. Possibilita trocas que em outros tempos seriam impossíveis, inclusive esta aqui. Nem sempre superficial, pois depende de como a exploramos.

Já existem psicólogos e outros profissionais utilizando da tecnologia para atenderem seus clientes. É ela sendo instrumento de aprofundamento e estreitamento das nossas relações. Se isso é possível nas nossas profissões, é também possível humanizar a tecnologia em outros aspectos. Vide relações que sobrevivem anos a distância. É claro que não substitui completamente o encontro físico, mas facilita, e muito, encontros que não seriam sequer possíveis sem tecnologia.

Penso que a diferença está em como a ela é abordada: quem abordaria pessoalmente uma relação de maneira superficial provavelmente também utilizaria da tecnologia de maneira fria para superfícies. Ao contrário, quem está em busca de relações mais profundas, pode encontrar na tecnologia um meio de aprofundar seus vínculos. Vale a pena experimentar as várias maneiras de ser humano e de estar junto que a contemporaneidade nos oferece.

O futuro nos reserva a legitimação dessas distâncias e proximidades, a quem assim escolher. Quem sabe sair desse hiato, onde estamos perdidos, meio sem lugar nem rumo, afogados em solidão e individualismos. Pois ainda há espaço para todos nós: os que preferem as superficialidades e os que optam por encontros mais profundos. Só nos resta rumar.

sexta-feira, 17 de março de 2017

AOS MEUS AMIGOS

Amizades assim eu só posso querer mais e mais cultivar: aos que permaneceram, a despeito das dificuldades e de todas as conquistas. Sim, suportaram tudo, junto comigo ou mesmo distantes. A vocês eu agradeço – pela paciência, pela motivação, pelo ombro e colo pontuais, pelo olhar firme, pela mão justa. Agradeço por não ter que me explicar, pelo perdão preciso, pelo retorno sincero. Por setenta vezes sete chances de me redimir – isso sim é amor. Obrigada. Contem comigo na reciprocidade do coração aberto, no cuidado da aproximação digna, na confiança que se abre a horizontes. Hoje, posso dizer, orgulhosa: graças a Deus – e a vocês, que sabem quem são - eu tenho amigos.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

SILENCIOSA

Mania esdrúxula essa de se apegar ao passado. Tanto que ela tem pedido a Deus para que consiga acolher-se, tantas vezes aversiva a si mesma  –  cheiro de fumaça intoxicando seu cotidiano, vindo justamente de onde ela deveria sentir-se pertencer; repulsa que nega o seu excesso de atração. Um presente que transborda a angústia da própria fuga. Para quê? Punir-se por, em excesso, desejar? Qual o sentido da autoflagelação se o próprio excesso de desejo e a sua não realização já são, portanto , uma enorme privação? Será o cheiro de passado mais suportável do que o cheiro de presente vindo dos corpos, mesmo distantes, deles? Feito uma bruxa da Idade Média, não custa farejar.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

SOBRE ESTAR PRESENTE

É com imensa esperança que nos convido, de agora em diante, ao propósito de estar plenamente presente em todas as nossas relações cotidianas – a saber: afazeres domésticos, trabalho, estudos, higiene pessoal, dieta, lazer, sono, amigos e amores, hobbies.

Estar presente quer dizer se entregar e se dedicar, com todos os sentidos e tudo mais que se tenha, de maneira viva, intensa e sóbria, dando o melhor de si, com gratidão, a cada momento que nos for concedido, com todas essas relações.

Que cada ato nosso, e dos outros, desmonte nossa arrogância, e nos force a buscar simplicidade, tolerância e humildade, das pequenas às grandes coisas. Que não façamos distinção de hierarquia ou de mérito entre importâncias pérfidas e injustas, mas saibamos reconhecê-las e mimá-las – fazer-nos presente enquanto ainda for tempo; que não levemos remorso ao luto.

Que seja este o propósito, não de um novo ano, mas de um daqui para frente, que se prolongue por longas datas e nos tragam excelentes frutos. Que sejam exemplos a quem também queira se fazer presente em suas próprias vidas, modificá-las, quem sabe, revolucioná-las  – mais atenção, mais inspiração, mais superação. Que venham novos dias: neles, lá vamos nós!