“É preciso garantir pela lei aquilo que a ideologia da família e do amor não garante na prática?” Ou será que a lei só nutre a vontade de que a quebremos? Será que se não existissem as leis que regem o mínimo de harmonia da nossa sociedade, seriamos mais ou menos bárbaros? Encontraríamos uma maneira de nos autogerir, baseada nos nossos instintos de sobrevivência e convivência? Será que confiamos pouco demais uns nos outros para criarmos tantas leis - a serem desafiadas, e quebradas – antes de cumpridas? A família precisa de leis para ser mantida? Ela precisa ser, sequer, defendida, ou sua estrutura, se vale a pena perdurar, fala por si só? O mesmo sobre o amor: movimenta-se como precisa para não sucumbir – sua história também fala por si. Nós somos mais que seus atores, somos seu singelo palco, onde o espetáculo se projeta e, então, juntos, acontecemos. A dinâmica é dialética e dela não escapamos nem um minuto: atores reféns de uma peça que assim nos leva e nunca para. Quem dirige é o próprio tempo e juntos fazemos a história.
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