Eu queria que você soubesse que eu o amo pelo que você foi para mim. Você foi para mim o chinelo para o pé calejado. O alicerce que faltava. Você foi para mim tudo o que eu não me atrevi um dia a sonhar que alguém pudesse ser. Porque você enlouqueceu junto comigo me segurando nos seus braços, mesmo quando eu o soltei. Porque você soube falar comigo a única língua que eu entendia sem me fazer sair de perto de medo, asco ou vergonha – pelo menos até eu sair de perto de você também, com medo, asco e vergonha, porque, perdão, ninguém, nem você, suportaria. Você foi meu céu e meu inferno e eu frequentei assiduamente essas parábolas procurando por alguma salvação até descobrir que eu só poderia fazer isso sozinha – é, o tempo todo você esteve lá.
E agora você volta, desvelando-se cuidadosamente diante dos meus olhos duros e encontra num universo paralelo o meu amor que esteve por anos pairando e esperando seu terno resgate, só de se saber existir e de poder ser abraçado sem assumir um compromisso perpétuo, porque se sabe incapaz de lutar contra tudo e enlouquecer novamente e se virar do avesso e se afogar no vômito do mundo porque da próxima vez faria-se, sim, fatal a nós dois. Então entenda quando eu deixo subliminar que é melhor a renúncia, que as nossas vidas tomam caminhos inesperados, insuspeitáveis.
Eu quero mesmo que a sua vida siga suave, gentil, que esse seu jeito de falar mais baixo porque a vida assim nos podou, o faça caber em qualquer lugar e conquistar seus anseios com tanta verdade quanto conquistou a mim. Que os lugares onde você não couber sejam puro livramento – entenda, não eram para você, mesmo. Que um dia os mundos escolhidos por você o vistam por entenderem que sua loucura e sua sanidade são paradoxalmente puras tentativas, ainda que falhas, de amar. Que se atrevam a julgar, os menos humanos. E se atreverão, paciência - eles não andam por seus sapatos. Que esses julgamentos, no entanto, não impeçam que a flor desabroche no deserto, que a chuva caia a temperar as quatro estações do seu ano. Tempere-se por si e apesar de si. Por eles e apesar deles.
Que você continue cravando no tempo e no espaço sua existência, assim como cravou sua história na minha. E, que por nossas renúncias – e a despeito delas – um dia nos encontremos e descubramos que fizemos, por nós, as melhores escolhas, pelo mesmo amor, para que nossas vidas tenham, então, valido a pena.
E agora você volta, desvelando-se cuidadosamente diante dos meus olhos duros e encontra num universo paralelo o meu amor que esteve por anos pairando e esperando seu terno resgate, só de se saber existir e de poder ser abraçado sem assumir um compromisso perpétuo, porque se sabe incapaz de lutar contra tudo e enlouquecer novamente e se virar do avesso e se afogar no vômito do mundo porque da próxima vez faria-se, sim, fatal a nós dois. Então entenda quando eu deixo subliminar que é melhor a renúncia, que as nossas vidas tomam caminhos inesperados, insuspeitáveis.
Eu quero mesmo que a sua vida siga suave, gentil, que esse seu jeito de falar mais baixo porque a vida assim nos podou, o faça caber em qualquer lugar e conquistar seus anseios com tanta verdade quanto conquistou a mim. Que os lugares onde você não couber sejam puro livramento – entenda, não eram para você, mesmo. Que um dia os mundos escolhidos por você o vistam por entenderem que sua loucura e sua sanidade são paradoxalmente puras tentativas, ainda que falhas, de amar. Que se atrevam a julgar, os menos humanos. E se atreverão, paciência - eles não andam por seus sapatos. Que esses julgamentos, no entanto, não impeçam que a flor desabroche no deserto, que a chuva caia a temperar as quatro estações do seu ano. Tempere-se por si e apesar de si. Por eles e apesar deles.
Que você continue cravando no tempo e no espaço sua existência, assim como cravou sua história na minha. E, que por nossas renúncias – e a despeito delas – um dia nos encontremos e descubramos que fizemos, por nós, as melhores escolhas, pelo mesmo amor, para que nossas vidas tenham, então, valido a pena.
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