terça-feira, 2 de outubro de 2018

BRASIL, MOSTRA SUA CARA

Parece que há um exagero ideológico no exercício da política brasileira, tanto por parte da direita quanto da esquerda. Estes temem a oposição por rotulá-la fascista e autoritária. Aqueles temem a reprodução de um comunismo falido. Querem, todos, repelir o que consideram um retrocesso para o Brasil. Mas ao invés de dialogar empaticamente, ambas as partes destilam veneno. Tirando o ódio, o pessimismo e a projeção do medo nos discursos, que só servem a denegrir adversários, fica mais nítido que o povo está dividido, aspirando a melhorias que agradem apenas a seus próprios interesses, sem pensar macro. Nisto estamos todos juntos – cada um olhando e reivindicando suas necessidades de maneira egoísta. É justamente o que nossos candidatos representam: a incapacidade de ver, agir politicamente fora da própria bolha e alcançar também a diferença. Ou seja, só reproduzem e legitimam a polarização ideológica que tem dividido o povo. E, se nós, este mesmo povo, não promovermos uma revolução pessoal – sairmos da bolha – antes de chegarmos às urnas, nossas escolhas estão realmente fadadas à insatisfação coletiva. Basta se perguntar: que retrocesso e progresso são esses, a que, respectivamente, tememos e aspiramos, de forma que possam contemplar a mim e ao outro, que, ironicamente, não é eu? Ou será que estamos no caminho torto para uma mesma revolução, desta vez macro - desunidos venceremos?

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