quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

VIDA

Sei que agora e aqui não são o lugar nem o momento para desabafar, mas não consigo mais esconder que estou triste. Triste e seca - de uma tristeza filha de todas as lágrimas que já correram, sem poder mais. Nem consigo continuar romantizando loucura, menos ainda solidão. É sobre sublimação e criatividade - o que pode ser reciclado e reinventado em nós, a despeito de todas as dificuldades. É adiar a morte, uma luta de cada vez. É sobreviver sem abraços, porque eles também doem de ausência e denunciam distâncias. É ouvir as emoções e colocá-las em congruência com os pensamentos. Juntos, eles falam sobre limites e potências. É se perdoar - e perdoar o mundo - por tanta estranheza e, ao mesmo tempo, tanto deslumbramento; somos novos nisso. E manter o hábito de acreditar, recomeçar, continuar e se transformar, pois há, em cada profundo suspiro, uma oportunidade. Começa com seca tristeza e termina em superação,